#MariellePresente

#MariellePresente

Dia pesado, embrulho no estômago, mal humor entranhado com muitos questionamentos me reviraram a cabeça durante todo o dia – enquanto apertava o F5 dos sites de notícia para ver se o caso Marielle Franco havia se desdobrado de alguma forma um misto de raiva e de dor, de uma total impotência ao ver uma representante sua – mulher, negra, ativista social – ser brutalmente assassinada.

É fato que eu não a conhecia, mas só de ler alguns parágrafos a seu respeito eu e muitos brasileiros já a admirávamos. Uma luz perante os oprimidos, uma representante legal do povo, uma força inteligente e sem medo que lutava por dias melhores, uma mulher corajosa, mais uma mãe que foi covardemente silenciada no caos que se encontra a cidade maravilhosa. Eu espero que em cada canto do nosso país se levante agora uma Marielle, porque jamais nos calarão.

Via Super Interessante/ Pâmela Carbonari

“Em 14 meses de mandato, Marielle apresentou 13 projetos de lei. Saúde da mulher foi uma das pautas mais defendidas por ela. “Se é Legal, tem que ser Real” era o nome de um projeto para informar mulheres sobre as situações em que fazer aborto é está dentro da lei, como anencefalia e estupro. Ela também pretendia criar o Dossiê da Mulher Carioca, que reuniria informações sobre violência de gênero na cidade. Outro projeto de destaque sugeria a criação do “Espaço Coruja”, um local onde mães e pais pudessem deixar seus filhos para estudar ou trabalhar à noite – ela mesma engravidou aos 18 anos e só conseguiu retomar os estudos dois anos depois.  Em setembro do ano passado, Marielle conseguiu aprovar um projeto de lei para a construção de novas casas de parto e centros de parto normal atrelados a hospitais para atender mulheres grávidas e no período pós-parto. Seu trabalho mais recente, que ainda não entrou em tramitação, pretende valorizar o funk carioca como movimento cultural. Ontem, durante o evento com outras mulheres negras, Marielle mencionou que decidiu se dedicar à luta pelos direitos humanos após ingressar em um curso pré-vestibular comunitário. Ela se formou em Sociologia pela PUC-RIO com bolsa integral e fez mestrado em Administração Pública pela Universidade Federal Fluminense (UFF). Sua dissertação, “UPP: a redução da favela a três letras”, já discutia a complexa relação da polícia nas comunidades.”

Numa cidade que está sofrendo com uma intervenção esperando por mais segurança, paradoxalmente todo o país chora a tua perda, Marielle. Hoje somos todos Marielle Franco, e por ela e por Anderson Gomes – motorista também assassinado – exigimos justiça e ansiamos por respostas. E fica a tua própria pergunta, vereadora: “Quantos mais vão precisar morrer para que esta guerra acabe?” #MariellePresente

 

Por Lua

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