Para florescer

Para florescer

Faz m tempo que não falo sobre como me sinto, porém, esse segundo semestre merece uma pausa e avaliação sobre como iniciamos o ano, uma pausa para uma pequena reflexão de como tudo chegou até aqui. De como escolhas, pensamentos, desejos se encaminharam para esse momentos, o do agora, do aqui.

Tenho uma nova mania, ou hobby como quiserem chamar, escrever em um diário tudo, mas tudo o que sinto, geralmente são sentimentos de angustia e ansiedade, escrevo tudo, como se tivesse contando para alguém o que aconteceu. Alivia muito, sinto que é uma terapia comigo mesma. Há meses estou com esse habito e ontem tomando um café em uma cafeteria super fofa de Porto Alegre, a Senhorita Margot, reli meu diário.

Respirei fundo, folhei as primeiras páginas e frases como, “não sei o que estou sentido” ou “porque estou sentido isso?” apareceram muito, algumas perguntas sem respostas, outras com muito alívio depois de passadas algumas situações e devidamente compartilhadas ali. A verdade é que ler tudo o que escrevi desde o início do ano e relembrar antigos momentos e situações me fez perceber que a vida é exatamente isso, o não saber. Não saber o que acontecerá, o que virá, o que sentir.

Obviamente isso a gente “teoricamente” já sabe, mas se esquece não é mesmo? Queremos sempre todas as respostas para todos os nossos questionamentos, queremos controlar o que sentimos, o que fazemos, e as vezes até de quem nos cerca. Ler essas páginas antigas do diário me fez perceber muitas vezes não deixamos a vida seguir seu curso, não deixamos que ela nos responda, na hora certa, o que tanto nos questionamos. Por isso, refleti esse final de semana, e para entrar setembro, esse mês lindo de primavera decidi frear. Vou respirar fundo e permitir que a vida se encarregue de mostrar os caminhos. Como? Simples, sendo eu mesma. Saindo, trabalhando, criando conexões, encontros e deixando que esses momentos conduzam as melhores respostas para o que procuro. Claro que se em algum momento a angustia, ou a ansiedade bater, sei que tenho o diário e amigas com um vinho para desabafar. Depois o exercício de olhar para trás e perceber o quanto crescemos, o quanto amadurecemos com a vida.

Deixar fluir para florescer é a regra dessa nova estação.

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