Despertar voluntário

Despertar voluntário

Houve uma época que eu não sabia a IMPORTÂNCIA da CASTRAÇÃO de CÃES e GATOS. Eu sentia peninha, dó, mimimi,… E seguia em frente, achando que as ONGs eram as responsáveis pelos animais “de rua”, porque né, eu tinha a minha vida, minha casa era uma casa, e não abrigo de animais, ou seja, eu era indiferente, eu era alienada, vivia num mundinho muito pequeno, mas imagina pequeno. Pois é.

Daí um belo dia, eu quis ajudar os animais, queria levar ração, material de limpeza e carinho aos pets de um abrigo, para mudar a vida deles pra melhor. E eu fui… E jamais imaginei que, mais do que mudar um pouquinho a vida deles, o que mudaria mesmo, profundamente e para sempre, seria a minha vida.

Eu posso dizer, sem dúvida alguma, que há um grande divisor de águas na minha existência, que denomino “a.P / d.P” – antes da Proteção / depois da Proteção.

Ao vivenciar o drama que os animais e os cidadãos cuidadores e protetores, enfrentam nos abrigos, foi um grande choque de realidade. Toda aquela visão romantizada de que abrigos são lugares lindos e os animais vivem felizes, onde eu imaginava que por pior que fosse, não poderia ser tão ruim, pois afinal de contas têm tanta gente que diz amar os bichinhos. Pois o que vi não era ruim, era mil vezes pior do que ruim. E não foi só a visão de um abrigo, e sim de inúmeros abrigos! De todos os tipos e tamanhos, uns melhores outros piores, mas resumidamente, TODOS com dificuldades e pouquíssima ajuda.

Foram dias, semanas, meses, ano de muita angústia, frustração, luta, e acima de tudo, de descontrução pessoal, pois aquela Lúcia indiferente, alienada, desinformada, acomodada, morria a cada visita aos abrigos, a cada pedido de ajuda no Facebook, a cada resgate realizado, a cada animal doado, …

Mas ao mesmo tempo que morria uma Lúcia, nascia outra… Mais consciente do meu papel na vida em sociedade, mais corajosa pra enfrentar as dificuldades, mais responsável para assumir desafios, e o mais importante é que descobri a minha razão de viver, que não é resgatar e resgatar animais (embora eu faça, por motivo de força maior), também não é doar e doar animais (embora seja necessário), minha missão é CASTRAR o MAIOR número de CÃES e GATOS que eu conseguir nessa vida, para controlar o número de ninhadas indesejadas, diminuir o número de animais abandonados e mostrar para as pessoas que os animais precisam, no mínimo, de respeito.

Agradeço aos animais por me humanizarem, não sei como classificar algumas pessoas que vivem em nossa sociedade e cometem atos cruéis contra a vida de seres tão inocentes e puros, podem ser tudo, menos humanos.

Conseguimos realizar por semana, em média, 5 castrações, com o fruto da UNIÃO de pessoas que também despertaram para o ato da proteção através da CASTRAÇÃO.

Eu já perdi os números de quantos animais foram CASTRADOS desde o início do meu trabalho voluntário, eu sei que foram muitos, muitos mesmo. Sei que milhares e milhares serão salvos pelo projeto com o simples ato da INFORMAÇÃO e CASTRAÇÃO.

O número de tutores buscando informações e os mutirões LOTADOS me enchem de ESPERANÇA e me FORTALECEM para aumentar e aprimorar esse trabalho de proteção animal.

Gratidão por tudo que estou vivendo, não tem sido nada fácil, mas o número de voluntários está crescendo e mais animais serão assistidos! Não estamos sós! Nunca estivemos, São Chico no comando e nossa fé nos guiando. AUmém.

Lúcia Helena da Luz

Presidente Voluntária da ONG CÃO DA GUARDA

99624-7176

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