Diga NÃO à violência

Diga NÃO à violência

Antes de iniciar esta reflexão, amiga leitora, gostaria de destacar que é de suma importância não considerar a violência como algo normal, porque não é, nunca foi e jamais será. Seja qual for o tipo de violência, contra mulher, contra criança, contra idoso, verbal, física, dentre tantas que existem, ela não deve ser aceita, incentivada ou ignorada.

Neste ano, o carnaval se misturou com o Dia Internacional da Mulher, deixando de ser este um ato único em que pudesse haver maior reflexão sobre o tema e seu verdadeiro sentido, possibilitando discutir o papel da mulher na atualidade. Infelizmente, recebi muitas mensagens com um caráter cômico, descaracterizando completamente o sentido da data e deixando claro que muitas desconhecem o valor de pararmos para conseguir maior valorização da categoria, além de mostrar união.

É importante ressaltar que a data começou com o primeiro caso de feminicídio aqui na capital gaúcha, uma mulher foi morta com a tampa da privada. As mulheres têm sido mortas de variadas formas, desde uma facada até ver seu corpo todo queimado, uma criatividade macabra que diariamente invade nossos lares, trazida pela mídia que apresenta os que vem à tona, visto que outros tantos casos passam despercebidos. Em todo canto do Brasil existem registros de crueldades cometidas por maridos, namorados ou conhecidos que não aceitam terminar a relação, achando que a mulher é sua propriedade.

Já falei aqui diversas vezes que no primeiro sinal violento do parceiro a mulher precisa cair fora, não entrar nessa relação achando que o tempo e a convivência vão amenizar esse comportamento, pois a tendência é piorar. Não se iluda que o amor supera tudo, pois com o tempo ele se modifica, e a rotina pode afastar mais ainda o casal.

Você que vive uma relação tensa, que a deixa constantemente sobressaltada sem saber qual vai ser a reação de seu parceiro, já pensou em buscar ajuda de um profissional, verificar o que a mantém ao seu lado, sabendo que corre o risco de que venha a ter um ato violento que pode não só comprometer a relação como também causar danos irreparáveis? Procure refletir a respeito e aja o quanto antes, não espere ser surpreendida.

Amiga leitora, acima de tudo, ame-se. Sua vida vale muito!

Ótima semana!

Rosane Machado

Mestranda em Estudo sobre as Mulheres, Gênero e Cidadania pela UAB de Portugal.

 

 

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