Brasil é a quinta nação mais perigosa para as mulheres viverem

Brasil é a quinta nação mais perigosa para as mulheres viverem

Durante a rotina do meu trabalho de jornalista, tem caído pautas sobre a violência contra mulher no meu colo. Em minhas pesquisas, para montar meus textos, fiquei chocada com alguns números, que reproduzo aqui:

O Brasil é a quinta nação mais perigosa para as mulheres viverem, segundo um levantamento da Organização Mundial de Saúde (OMS). Se você ainda não se deu conta que a violência contra a mulher (seja física, psicológica, sexual ou patrimonial) é uma realidade assustadora em nosso país, pare para refletir que, a cada 2 segundos, uma mulher é vítima de violência física ou verbal no país, conforme o registro do “Relógios da Violência do Instituto Maria da Penha”.

Ainda conforme os Relógios da Violência do Instituto Maria da Penha, 29.849 é o número de mulheres que sofreram algum assédio no Brasil. Ou seja, a cada 1 segundo uma mulher é assediada no Brasil. E isso piora no carnaval. O assédio sexual, realidade cotidiana do público feminino no trabalho, em casa e em todas as esferas da vida pública que as mulheres frequentam, piora durante a folia.

A OMS revela também que o Brasil já tem a quinta maior taxa de feminicídios entre 84 nações pesquisadas. Mesmo com as diversas políticas de proteção à mulher – como a Lei Maria da Penha, que entrou em vigor em 2006, o país ainda convive com a rotina de uma mulher morta a cada duas horas.

E tem mais essa: a cada 1 segundo uma mulher é assediada no Brasil!

Segundo enquete realizada pelo site Catraca Livre, ao todo, foram 491 relatos de mulheres (82,8%), de um total de 593 participantes que afirmam já ter sofrido assédio sexual no Carnaval. O levantamento on-line foi realizado entre os dias 9 de janeiro e 3 de fevereiro de 2017. A pesquisa foi realizada com leitoras de todo o Brasil.

Agora, minha pergunta é: você se sente segura aí afora? Entre comigo nessa luta contra a violência. Nada justifica um homem agredir uma mulher. NADA.

Em caso de violência contra a mulher, denuncie: disque 180.

Caroline Tatsch 

caroline.tatsch@gmail.com

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