O sofrimento das pessoas com as transformações do corpo

O sofrimento das pessoas com as transformações do corpo

Hoje vou abordar um tema muito importante e atual: o sofrimento das pessoas com as transformações do corpo. Muitas querem se manter intactas e fugir do tempo que as açoita constantemente. Para isso, procuram cremes milagrosos, fogem do espelho, fazem diversas cirurgias estéticas etc. Não querem enfrentar a realidade. Sim, o tempo irá passar para todas nós, ou seremos levadas antes de ver o derradeiro declínio. Lindos tempos daquelas avós que se preocupavam em receber seus netos acolhendo-os com ternura em seus braços.

Admiro muito as senhoras que se cuidam para envelhecer de forma independente e saudável. Porém, não se importam com as rugas que marcam as preocupações do dia a dia, deixando-as visíveis sem disfarçar com maquiagem. Cada uma representa um processo de amadurecimento e entendimento ao longo da vida. As suas dores, alegrias, perdas e tantas outras situações que formam o conjunto de toda sua vida estão presentes em sua expressão, seu olhar brilhante ou amargurado.

O corpo em declínio anuncia que o tempo está se esgotando, que os anos a partir de agora se reduzem, e, quando somamos ou subtraímos, o resultado mostra a finitude. E ao deparar-se com essa realidade, o ser humano se angustia e busca recursos para esconder o que fica visível aos olhos de quem o vê. O inevitável nos surpreende por mais que tenhamos a certeza de sua passagem, ou até mesmo consciência; tentamos adiar por mais um tempo seu percurso. Desviamos rotas, alteramos viagens, mas temos a certeza que um dia teremos que aterrissar. E quando chegar este momento, aquele do confronto, iremos perceber que de nada adiantaram as pequenas intercorrências, pois tudo nos leva a um mesmo canal, não existe uma fuga para outra possibilidade.

Como é bom ser livre e poder se olhar sem crítica aceitando o que se apresenta. Procurar em si as qualidades que a fazem ser tão querida por todos que as rodeiam é imprescindível. A beleza está presente em quem vive em sintonia com si mesma e sorri das sutilezas da vida. Como você lida com esse tema?

Abraços!!!

Por Rosane Machado

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