Música para os quase amores

Música para os quase amores

 

Me dei conta que nos últimos anos – desde que comecei a compor – mesmo quando os amores não tiveram finais felizes ou nem meios dignos de cinema eu escrevi uma canção para expressar aquele momento fatídico que muitas vezes você acha que não vai ter fim. Sou dramática, de libra com ascendência em áries, então pensem – mas calma, não foram tantas letras e melodias assim. E pensando sobre isso percebi que afora os flertes, cruschs e matchs da vida foram muito poucas as conexões que chegaram a este ápice artístico. Sempre gosto de imaginar o que há por trás das canções de artistas que eu admiro, a história que eu imagino ou você por detrás da letra é possivelmente nada a ver com a realidade que criamos.

A música tem a capacidade de ser uma grande companheira, ela está presente em qualquer tipo de emoção que você sinta. Quem nunca colocou aquela música triste no “repeat” e deixou arranhar o CD no micro system? – sou dessa época, gente. E o mais legal é a identificação que você cria com as canções dependendo da situação em que vive e dos seus sentimentos, a interpretação é livre e pode mudar depois de um tempo. Quando escrevi minha primeira frustração amorosa em forma de música várias pessoas se identificaram com aquela história e então entendi bem o meu papel, expressar sentimentos! – apesar de quase odiar esta criação, “quase” porque afinal foi a primeira composição própria. Isso já faz quatro anos, e até hoje o boy não faz a menor ideia que ele exista (rsrsrs) – mas as amigas quando vão ao show sempre olham com aquela risadinha no canto da boca e pensam: “Foi pra ele, né?”.

Depois desta primeira música autoral nasceram outras, e algumas delas tiveram endereço certo. Entre elas uma que gosto muito foi inspirada num ex-namorado e esta foi a única não “indireta”, eu enviei a letra pra ele – o carinho e respeito sempre foi mútuo – fiz a canção e achei que ele merecia saber que a qualquer hora estaria nos palcos comigo e quem sabe nas rádios e televisão (rsrsrs). Bem, hoje em dia sei que quando eu recebo a entidade que compõem músicas melosas é porque a casa caiu – Luana está in Love! – do contrário o lance nem é tão sério (rsrsrs), dá para remediar. O fato é que a música transborda, inflama e também acalma nossas almas inquietas. Ela sempre será nossa companheira nos momentos de contentamento, na melancolia, na saúde e na riqueza, e principalmente no des(gosto) dos quase amores.

Por Lua

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