Bonjour Paris

Bonjour Paris

 

O grande dia chega, hora de viajar e a primeira parada será a capital francesa, acordo cedo, algo como seis e meia da manhã, acho que mal dormi de tanta ansiedade. Vou para o aeroporto com a minha mãe, ela se despede chorando, serão dois meses longe de casa, mas acho que ela também sentiu que eu não voltaria a mesma pessoa. De lá pego um voo para São Paulo, de lá para Londres e aí então pego outro avião para Paris. Começam aí meus pequenos medos, tenho que enfrentar muitos aeroportos e aviões até o destino final, e se eu me perder? E se não der tempo? E se… E se? Eram infinitos e se….sem contar que chegando em Paris, depois de quase quinze horas de voo eu teria que encontrar a casa da minha amiga, que com muito carinho abriu as portas da sua charmosa casinha para me receber. Mas ela estaria trabalhando na hora em que eu chegaria então me passou as coordenadas de metro e ruas para eu encontrar sua casa. E se eu me perder? E se eu pegar o metro errado? E na França se você não sabe falar francês aí complica mais um pouco porque eles não são muito receptivos ao inglês, mas isso não é geral. Se um dia, você for a Paris e precisar de ajuda com informações procure pessoas mais jovens, eles estão mais abertos a te ajudar. Chego em Paris. Exausta! Tinha começado a viagem no dia 8 ás 9h e cheguei dia 9 às 10h. Tomei um chá de avião!! Mas agora em terra firme, as viagens de metro rumo a casa da minha amiga começaria.

Ela me passou tudo por e-mail, que ônibus na saída do aero eu deveria pegar, que ruas entrar, qual metro e onde descer, tudo certo, não tinha erro. E não teve. Em situações desconhecidas, a gente consegue tirar um foco e um discernimento incrível. Quando pego o ônibus no aeroporto em direção ao centro da cidade, onde deveria pegar um metro, relaxo e penso: Não acredito que estou em Paris. Cidade que tanto vi em filmes em fotos, pessoas falando Frances (língua que eu acho muito charmosa) eu mesmo cansada, só conseguia sorrir, por dentro e por fora. Que cidade linda, e eu comemoraria meu aniversário lá, coisa fina, elegante, não? Mas eu queria mesmo era comemorar em qualquer rua dessa cidade linda entornando uma garrafa de vinho, comendo um baguete delicioso.

Desço do ônibus, encontro a estação de metro e o apanho ate a rua mais próxima da minha amiga, é praticamente impossível se perder, pois, de dentro do metro você sabe exatamente em qual estação está e eu tinha um mapinha maravilhoso feito por ela em mãos. Perto da rua da minha amiga, fico um pouco perdida, pois não encontrava o endereço indicado, olho para o mapa e não encontro. E eu era a típica turista com uma mochila nas costas e um mapa na mão no meio da rua, perdida e com cara de perdida. Uma senhora, de aproximadamente uns 60 anos, muito elegante, daquelas típicas parisienses, com um casaco de pele e luvas de couro, para e me pergunta em francês, obviamente, se eu estava perdida, eu não entendi, mas era bem obvio que era isso que ela estava perguntando, digo em francês a única coisa que aprendi, que não sabia falar francês, se ela falava em inglês e para a minha surpresa, sim ela falava. (por isso não podemos generalizar, o que comentei lá em cima sobre a língua). Então digo que precisava ir para tal rua, mas não estava encontrando. Mais uma surpresinha, era para lá que ela iria, e disse que me acompanhava, fomos conversando sobre tudo, ela me perguntou se era a primeira vez em Paris, digo que sim, ela então me fala lugares que preciso conhecer também me alerta de uma possível greve, então talvez os metros fossem ser prejudicados. Eu estava em êxtase. Quando chego no meu destino final nos despedimos e ela diz: Que a sua viagem seja linda!

 

E ali eu senti, que seria. Bonjour Paris!

 

Por Gabi

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