Á vida,

Á vida,

Já parou para pensar o quanto somos insatisfeitos com nossas vidas? Pois é, quando era mais nova, vivia querendo ser mais velha, achava que todos meus problemas iriam se resolver, que a idade me traria a felicidade, que era proibida aos menores de idade. Afinal quem nunca desejou poder dirigir, sair, namorar e não podia por que era “muito cedo”? É mal sabia… Que os cinco reais com os quais passava uma semana de rainha comprando merenda todos os dias no colégio não dão nem para pagar os miojos da semana… Que esses “namoros” de adulto não tem quase a metade da emoção dos amores platônicos da infância… Enfim que essa vida de “adulto” tem sim muito mais liberdade, porém nos exige responsabilidades que antes não tínhamos. E agora, cá estou eu, em um mundo que nem sempre o bem vence, nem todos falam a verdade e dinheiro não caí do céu. As decepções, frustrações, o sucesso que ás vezes achamos que não chega, mas que já chegou. Sem falar nas responsabilidades que são triplicadas. Não que essa “nova vida” não tenha nada de bom, mas nada que se compare com o tempo que passou. E sabe o que mais me assusta? É perceber que a liberdade aumenta, e as responsabilidades também. E que a vida fica com a cara que ela sempre teve, colorida e maravilhosa. Que o tempo é outro, não tenho dúvidas. Agora depois de tanto tempo, consigo ver a vida com vários olhares: e um deles, talvez o mais importante, é o porquê complicar tanto, se ela é tão fácil de se desenrolar? A peça de teatro “ O Grande Sucesso”, já nos menciona: A GENTE NASCE, CRESCE E ACONTECE ALGUMAS COISINHAS E POR FIM, MORREMOS. É nessas “coisinhas” que chamo de momentos que compreendo hoje, devemos viver intensamente cada “momento” todos os dias porque a vida ela nada mais é, na verdade, que feita de momentos. As nossas escolhas têm, quase que sempre, a metade das chances de darem certo. Sempre foi assim. Mas aí que está o segredo dessa “nova vida”. São essas escolhas que se transformam em momentos e que estou mais que convencida que devemos aproveitar ao máximo. Sem ter pressa. Sem cobranças. Aproveitando os bons e aprendendo com os nem tão bons momentos da vida, por que no fim, ser feliz é o que interessa.

 

Por Nina Berthier

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